Nos dias de hoje já não nos limitamos a obter informação em formato de papel, pelo contrário temos ao nosso dispor imensos recursos que podemos utilizar, seja a nível meramente informativo ou para aprofundar conhecimentos sobre determinada área ou proceder a determinada acção. A informação é a base que sustenta as sociedades ditas “civilizadas” e todas as suas estruturas . Chega-nos através dos “mass media”, via Internet, redes móveis ou ainda através de publicações impressas. Assistimos assim a uma quase inesgotável fonte informativa que nos conecta com o resto do mundo. Á distância de um “clique”, podemos contactar e interagir com alguém que se encontra do outro lado do globo, deixando-nos com a sensação de que sempre foi assim e assim é que é natural. Com as novas tecnologias cada vez mais desenvolvidas, tais como: as redes informáticas, os telefones móveis, todos os acessos via cabo ou satélite, etc., a informação é célere, móvel e abrangente a nível global. No entanto, se esta capacidade informativa é bastante útil, diria crucial, como suporte ás sociedades e suas estruturas, temos também o reverso da medalha que é a total dependência do ser humano a esta tecnologia. Bem patente, por exemplo, em casos de catástrofes naturais que provocam a rotura dos sistemas informativos e tecnológicos, levando á impossibilidade de garantir o acesso á satisfação das necessidades mais básicas do homem e até a situações de caos generalizado.Por outro lado, poderíamos dizer que quanto mais evoluída for a comunicação virtual, quanto às possibilidades de continuar o que é vivido pessoalmente maior será o isolamento do ser humano em relação ao seu próximo e o convite ao sedentarismo. Isto, leva a grandes mudanças sociais ao nível do desenvolvimento humano, nota-se que a construção da personalidade é cada vez menos um produto da interacção “real” entre seres, limitando-se ao contacto virtual. Assim, poderíamos afirmar que a comunicação nos nossos dias é ambivalente, se por um lado globaliza as nações, por outro lado individualiza e restringe a comunicação e interacção directa e presencial entre os sujeitos dessas nações. Destes aspectos temos ainda que, a informação e o avanço tecnológico tanto podem ser úteis na democratização da educação e no acesso a fontes de conhecimento, á escala planetária, sendo, ou, pelo contrário, serem agentes provocadores de um aumento da distância entre classes mais desfavorecidas e classes privilegiadas, uma vez que se rege por politicas de mercado e de apelo ao consumismo. Quem, por força das circunstâncias, não tem acesso a estas fontes de saber, estará sempre em posição desvantajosa em relação àquele que pode aceder aos avanços tecnológicos da comunicação.Implicações no conhecimento, na aprendizagem e na educação
Implicações no conhecimento, na aprendizagem e na educação
Actualmente, as novas tecnologias de informação e da comunicação, são cruciais para a educação e a aprendizagem, para que professores e educandos possam corresponder aos desafios que se lhes deparam todos os dias. A Internet é talvez a ferramenta mais importante e a mais utilizada no sector educativo. Permite tomar conhecimento de outras culturas, outras linguagens e outras formas de ver o mundo, dando grande apoio em termos criativos, nas diversas áreas de interesse. Por outro lado, outras ferramentas de estudo importantes são os tutoriais, os moodles, os blogues que são áreas onde as pessoas podem publicar a informação. No entanto esta abertura informativa pode ser também prejudicial, já que não há limites ou barreiras ao disponibilizar a informação, havendo muitos casos de abuso e má utilização da rede como por exemplo para fins criminosos. Assim poderíamos, referir o mau uso e abuso dos espaços de rede, onde não existe lei e cada individuo parece possuir a liberdade de colocar “on- line” todo e qualquer material que mais lhe convenha. . Refiro-me á falta de civismo, ao plágio, intromissões de identidade e outros abusos para fins ilícitos. Isto em detrimento do facto de poder ser acedido, por exemplo, por uma criança. Aconselhando-se cautela aos educadores em relação a limitar o acesso ás crianças, evitando factores de risco. Para os ajudar já existem “sites” que facilitam o barramento a sítios não aconselháveis a crianças, tais como, “miúdos seguros na Internet”.
Os programas televisivos são também consideráveis fontes de aprendizagem, embora muito frequentemente contenham cargas de agressividade acima da média, assim como apelos desregrados ao consumo de bens materiais; demonstrando uma falta de conteúdo e total ausência dos valores que gostaríamos de perpetuar ás nossas crianças, tais como a gentileza, a generosidade e a grandeza de espírito.
“Boas Práticas”, novas estratégias facilitadoras de pesquisa e extracção de informação
Como boas práticas, podemos referir por exemplo, o cuidado de se obter uma licença (gratuita) para poder citar o trabalho de outros sem infringir os seus direitos de autor, ou ainda que bom seria se existissem equipes (poderiam ser psicólogos…) que impusessem alguma ordem e activassem um sistema de “limpeza” de tudo o que é pornografia, agressividade, enfim prejudicial ao olho humano e uma afronta á sua integridade, que afinal só alimenta o estado caótico em que está o mundo.
Como estratégias de pesquisa, podemos activar motores de busca, tais como o Google, o Bing ou o Internet Explorer, a partir de uma palavra chave relacionada com o assunto a pesquisar. Para pesquisas académicas, podemos aceder ao Google Académico, o Scielo ou ainda ás bibliotecas on line, tais como as Wikkies ou as internas das universidades. Em casos de dificuldades podemos pedir ajuda na janelas “help” ou “help desk” que se encontram nas páginas iniciais. Para maior aptidão podemos ainda consultar Tutoriais e apresentações online que esclarecem, passo a passo, o percurso de como pesquisar e também informam sobre ferramentas de trabalho e como utilizá-las com mais sucesso, entre outras informações úteis.
Sem comentários:
Enviar um comentário